Gunn redesenha Supergirl com Milly Alcock para dar identidade própria à heroína

Gunn redesenha Supergirl com Milly Alcock para dar identidade própria à heroína

James Gunn mandou refazer a abordagem de Supergirl: Woman of Tomorrow antes que o filme avance demais, e a mudança atingiu diretamente o centro da história de Kara. O novo direcionamento afasta a heroína da fórmula de ser apenas uma versão luminosa do novo Superman e empurra o projeto para um tom mais duro, ligado à sobrevivência e ao trauma.

Kara deixa de ser reflexo do Superman

Segundo o material que circula nos bastidores, a primeira versão do roteiro tratava Supergirl como um espelho direto de Clark Kent. Gunn, que quer evitar repetição no DCU, pediu uma revisão do arco emocional para que a personagem tenha identidade própria.

Na nova abordagem, Kara não chega à Terra como uma heroína genérica pronta para inspirar otimismo. A ideia é apresentá-la como alguém marcada por anos entre os destroços de Krypton, antes mesmo de encontrar um novo lugar no universo.

O filme ganha um tom mais sombrio

A inspiração principal segue sendo o quadrinho de Tom King, mas com ajustes para acomodar o horror cósmico que Gunn pretende espalhar pelo DCU. Isso coloca a produção mais perto de uma aventura de sobrevivência do que de uma história tradicional de origem.

Nos bastidores, a Warner também quer evitar que o longa carregue qualquer semelhança com o filme de 1984, ainda visto como um grande tropeço da personagem nos cinemas. Por isso, a revisão veio cedo e com peso de prioridade interna.

Produção recebe mais tempo e novo cronograma

A reescrita levou o estúdio a liberar mais quatro semanas de salas de roteiro e adiar a entrega do design de produção. A estreia, internamente, passou a ser projetada para o último trimestre de 2027, um ano depois do plano anterior.

Essa mudança também preserva a margem de ajustes estratégicos que Gunn vem usando para encaixar atrasos em outras frentes do DCU, incluindo o novo Batman citado em conversas internas.

Vilões e conexões com o DCU também mudam

A versão atual do projeto colocava Lobo como ameaça inicial, enquanto pistas para Sinestro também aparecem no desenho dos bastidores. A ideia é impedir que o filme pareça isolado e costurá-lo com projetos como Creature Commandos e Lanterns.

O recado interno é claro: Supergirl não pode ser apenas um bom filme, precisa provar que o laboratório criativo de Gunn está funcionando antes mesmo de as câmeras começarem a rodar.

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