James Gunn mandou reescrever uma parte decisiva de Supergirl e retirou o apoio direto de Superman em trechos centrais do filme. A mudança reforça a ideia de que a jornada de Kara precisa funcionar por conta própria dentro do novo DCU.
Segundo a apuração, o material vetado colocava Kal-El como tutor da heroína em dois momentos importantes, inclusive no confronto final. A avaliação interna foi de que essa presença enfraqueceria a protagonista e deixaria o longa preso demais à estreia solo do novo Superman.
Supergirl passa a valer como pilar, não como ponte
Com a alteração, Supergirl: Woman of Tomorrow se aproxima ainda mais da proposta da HQ que inspira o projeto: um road movie espacial, centrado na raiva de Kara por ter perdido Krypton e na proteção da jovem Ruthye.
A mudança também mexe na lógica de produção e de marketing. O filme deixa de ser tratado como uma peça de ligação e ganha peso de pilar cósmico dentro do universo compartilhado.
O reflexo imediato no planejamento da DC
A reorganização ocorre em paralelo ao desenvolvimento de Lanterns, série prevista para estrear em agosto e tratada internamente como parte de um DCU que precisa soar coeso. A leitura do estúdio é que projetos independentes demais enfraquecem a sensação de universo conectado.
Nos bastidores, o movimento também abre espaço para que o longa da kryptoniana seja usado como vitrine para um próximo grande vilão, em uma estratégia que prioriza construção de mundo antes de participações especiais.
Na prática, Gunn tomou a primeira intervenção pública em um roteiro que não é assinado por ele e deixou claro que, no novo DCU, a história de Kara não deve depender da presença de Superman.
